Impunidade
A história dos acidentes aéreos no Brasil nunca deixou tantas “pontas soltas” no quesito Gestão como estamos vendo agora.No final do ano de 2006, a tragédia com o avião da Gol e aquele jatinho vendido pela Embraer, acenderam-se luzes vermelhas de alerta em todos os segmentos da aviação no país. Mais de 150 pessoas mortas, famílias que de uma hora para outra, além da perda de um ente querido, passaram a conviver com o interminável processo legal que se instaura para ter direito ao recebimento do seguro que todos nós pagamos ao comprarmos uma passagem aérea.
Outra enorme tragédia aconteceu agora em Congonhas com um Airbus da TAM. Duas centenas de mortos.Políticos se esquivam das responsabilidades, até o nosso presidente se esconde. Engraçado, o Bush, como gesto de solidariedade, foi até aquela ponte que caiu no Mississipi. O presidente russo Vladimir Putin também vai aos locais onde ocorrem catástrofes no seu país. São homens que, apesar de tudo, enfrentam as situações derivadas de suas decisões, ou em outros termos, “não amarelam”. Eles “sabem das coisas”, para o bem ou para o mal de suas tragetórias políticas.
Quero deixar claro que meu posicionamento não é de defesa e nem de ataque, mas de indignação. Não encontro respostas para um monte de perguntas em relação ao que estamos vendo no Brasil.
Os políticos não se movem sequer para sua própria auto-preservação. Vejam o caso do mensalão, o Marcos Valério virou fazendeiro, o Delúbio Soares frequetando altas rodas, o José Dirceu cantando de galo, o clã Renan Calheiros & filho com seu império de comunicação e “vacas de papel”, de todas as operações da Polícia Federal cujos nomes se tornaram conhecidos tal qual as figuras que foram desmascaradas mas continuam na rua por decisão da Justiça. Os diretores das agências reguladoras com suas contas bancárias recheadas e a população sem ter para quem recorrer.
Para encerrar este Post, quero voltar para o caso da aviação, por ser o mais recente. ANAC, Ministério da Defesa, Infraero, Sindacta, Controladores, políticos longe de serem desmamados, todo o pessoal indicado para cargos de confiança, objetos resgastados das catástrofes sendo vendidos no mercado negro, trezentas e tantas pessoas mortas…Com tanta gente envolvida…
o único preso até agora foi o “dono do Bordel”
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