Profissional de Marketing ou marqueteiro?
A grande maioria sabe que um comercial levado ao ar numa emissora de rádio, respeitando a proporcionalidade de audiência em relação a outra mídia eletrônica (TV), tem um preço menor.
Muitos anunciantes aproveitam esta diferença de preços, e compram pacotes de mídia com grande quantidade de inserções, e “carregam” na freqüência.
Uma boa parte desses anunciantes, decide partir para a estratégia dos comerciais “engraçados”, cujo apêlo principal para atingir o seu público é o humor.
Agora vamos parar e analisar o que pode acontecer, considerando apenas o que foi exposto acima:
- A maioria dos pacotes de midia eletrônica, tendem a oferecer ao anunciante horários determinados pelos programas veiculados, onde, através de pesquisas, foi identificado o público ouvinte, no caso da mídia ser rádio. Então podemos afirmar que as mesmas pessoas ouvem todos os dias, conforme a programação, os mesmos programas, seja no trajeto para o trabalho, para o clube, ao levar ou buscar as crianças na escola, etc.
- Os comerciais cujo apêlo humorístico é determinante, tendem a “cansar” mais o ouvinte quando a freqüência com que são veiculados é considerada alta. Em contra partida, um comercial considerado “inteligente”, daqueles que fazem o ouvinte raciocinar um pouco para concluir algo, tem uma aceitação diferenciada pelo mesmo público alvo. Sem determinar qual é esse público alvo, podemos também afirmar que comerciais com alta freqüência no veículo rádio, via de regra tendem a cansar o ouvinte. Se o público alvo estiver errado, a rejeição é imediata, seja porque não entendeu ou porque não achou graça nenhuma.
Vou agora citar um exemplo que acontece comigo:
“Todos os dias pela manhã, saio de casa para levar meu filho até o colégio e depois vou direto para o escritório para mais uma jornada de trabalho. O percurso todo tem aproximadamente 28 quilometros, e considerando o horário, gasto em média 1 hora. Durante esse tempo, sintonizo a rádio CBN FM, pois considero o noticiário levado ao ar adequado para me deixar atualizado até chegar ao escritório, onde complemento minha dose matutina de informação com jornais impressos e internet (news letters e e-mails).”
Tenho verificado ao longo do tempo, que vários anunciantes, como por exemplo, um portal de internet e uma industria de alimentos congelados, e outros segmentos representados por empresas conceitudas no mercado, mantém comerciais por meses, isso mesmo, meses no ar, sem alterar uma fala sequer, todos eles com doses de humor que variam do “engraçadinho” na primeira e segunda vez que o ouvimos, até alguns de mau gosto, muito mau gosto”, alguns chegando até a discriminação .
Ora, fico então pensando – “Será que estou inserido no público alvo cujos os responsáveis pela comunicação desses anunciantes prentendem atingir?”
Algo deve estar errado!
Gente, cansa mesmo escutar todos os dias pela manhã, as mesmas piadas. Vocês com certeza, já vivenciaram a situação onde um amigo mais velho ou mesmo um parente que não vemos todos os dias, que quando aparece conta a mesma piada, aquela que já sabemos o final de cór e salteado. A reação é de impedir que o mesmo nos conte a piada novamente, talvez até evitando contato com esta pessoa.
O mesmo acontece com os comerciais que a CBN transmite todos os dias, a exemplo provavelmente de outras emissoras. Mas quero deixar claro que as emissoras não devem ser responsabilizadas pela ação dos marqueteiros de plantão.
Falta muito para esses profissionais, contratados para elaborar os planos de comunicação nas empresas anunciantes, deixarem o comodismo de simplesmente entregar a demanda para outros profissionais (das agências e produtoras) também com certa dose de incompetência em criatividade, estratégia e comunicação, atingirem seus objetivos. O que parece que contribui para que essa situação instalada perdure, talvez seja o baixo impacto dos custos, porque aunciar em rádio é barato.
Assim entra em cena a incompetência de outros gestores, como o Financeiro e o Comercial que não cruzam investimentos com resultados, e até o CEO que provavelmente não ouve rádio pela manhã, chega tarde ao trabalho, deixa a secretária analisando os relatórios, e não vê a hora do expediente acabar…..
Entre Nobres e Excelências
Estava eu em casa, procurando algo interessante prá assistir na televisão, quando passei pela TV Senado.
Parei ali para ver se algo novo estava acontecendo, pois fiquei este tempo todo sem “blogar” à procura de algo diferente para escrever que não representasse a minha indgnação a respeito dos nossos políticos e a condução do nosso país. Creiam, até eu fiquei com o saco cheio.
Mas voltando ao episódio da TV Senado, fiquei reparando como os representantes do povo se tratam…….Nobre Senador, Vossa Excelência, etc.
E a forma como, algumas vezes, uns tomam a palavra em meio ao discurso de outro na tribuna, e tecem comentários que beiram a declarações “políticas” de amor.
Deve haver um programa de treinamento para que isso ocorra. A impressão é que todos os que estão lá, já experimentaram tal demonstração de falsidade, pelo menos uma vez.
Parece também que combinam que um deve inaltecer o outro, pois relatam fatos históricos, que aconteceram quando ninguém que eventualmente esteja assistindo a transmissão, se lembra.
E continuam as declarações de lealdade incontinente e mentirosa. Mentirosa sim, porque estamos cansados de ver como é que agem quando a ocasião e os fatos podem trazer algum tipo de benefício prórpio.
O mais engraçado é que, se comparados a alguns “ratos” que encontramos na iniciativa privada, a esfera pública ganha de goleada.
É preciso trocar todos de uma vez, mudar as regras do jogo político, talvez com grandes pitadas de profissionalismo, de governança corporativa. Tentar mudanças com estes que lá estão certamente não vai funcionar. Foram parar lá em Brasília porque a “roleta está viciada”. Eles se sujeitam às regras existentes porque não sobreviveriam com as regras que a nação precisa. E quem sabem quais regras são as necessárias é uma minoria. Uma minoria que sabe exatamente que comentários tecer quando ouve do nosso presidente que “choque de gestão é contratar funcionários”, como se não houvesse nada mais a ser considerado na hora de decidir investir em rpodutividade.
Quem fala que “choque de gestão é contratar funcionários”, infelizmente anda dando maus exemplos de “contratação”, haja visto o número de ministros e outros escolhidos, envolvidos em processos, escândalos e maracutaias.
Então Nobres governantes, Vossas Excelências estão mostrando o que realmente são….
Depois deste, prometo deixar de ser apenas mais um indignado e politicamnete enojado, e tratar de outros temas.
Até o próximo…